JOVEM PERDE BRAÇO E PERNA EM ACIDENTE NA GO-040; FAMÍLIA ALEGA OMISSÃO
30/12/2025
O jovem Luiz Gustavo Alves Faria, de 18 anos, teve a perna direita e um braço amputados após um acidente de trânsito que ocorreu na manhã de sábado (27), no km 70 da rodovia GO-040, em um trecho rural do município de Cromínia. Segundo a mãe do jovem, Ediane Alves de Menezes, ele seguia de motocicleta pelo acostamento da rodovia, trajeto que fazia quase todos os dias há anos, entre a casa da família e a propriedade rural onde cuidava dos animais. No momento do fato, ele teria sido atingido pelas costas por um carro, que trafegava no mesmo sentido.
“A motinha dele era bem velhinha, ele estava no encostamento. O carro bateu nele por trás. Quando bateu, a moto rodou, e meu filho e a moto foram para cima do carro. Quebrou o vidro, amassou a lateral, e meu filho caiu rolando no chão”, relatou a mãe. Luiz permanece internado em estado crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO).
Ainda conforme Ediane, após a colisão, o motorista não prestou nenhum tipo de socorro. Luiz teria ficado consciente, caído no chão, gritando por ajuda, com fraturas nos braços e nas pernas. “Meu filho estava no chão, todo quebrado, gritando por socorro. Ele não foi nem lá ver como meu filho estava. Ligou para outra pessoa, essa pessoa buscou ele, e ele fugiu do local”, afirmou.
A mãe conta que, durante o intervalo em que o motorista deixou o local, Luiz ficou sozinho na rodovia, e que depois de algum tempo pessoas que passavam pela estrada pararam para prestar ajuda e o levaram ao hospital mais próximo.
De acordo com a família, Luiz foi inicialmente levado ao Hospital Professor Jamil, onde precisou ser entubado, pois não resistiu ao trajeto direto até Goiânia. Em seguida, foi transferido ao HUGO, já com perda intensa de sangue. “Ele perdeu praticamente todo o sangue do corpo. A destruição foi grande demais. Por ficar tanto tempo no chão e sem socorro, tiveram que amputar o braço e a perna”, relatou a mãe, emocionada.
Ediane também questiona o registro do boletim de ocorrência e a forma como a perícia foi conduzida. Segundo ela, no documento consta a informação de que Luiz teria invadido a pista, o que a família nega. “No boletim está dizendo que foi meu filho que invadiu a pista, mas isso não aconteceu. Ele estava no acostamento”, afirmou.
A mãe ainda alega que o veículo envolvido no acidente seria um carro de autoescola, com placa vermelha, e que dentro do automóvel havia latas de energético espalhadas, o que levanta suspeitas sobre as condições do motorista no momento da colisão. “Dentro do carro tinha latinha de energético, baralho. Tenho certeza que ele não dormiu naquela noite”, disse.
Outro ponto destacado pela família é que, segundo Ediane, uma pessoa se apresentou à polícia e realizou o teste do bafômetro, e não o motorista que teria atropelado Luiz. Além disso, ela afirma que o homem que se apresentou afirmou que era responsável pelo carro e que ia assumir a responsabilidade. “Até agora ninguém me procurou, nem eu nem minha família”, relatou. Um vídeo gravado no local do acidente por um tio do jovem mostra o carro e o homem que Ediane menciona.
Sem recursos financeiros e sem conhecer pessoas em Goiânia, Ediane e o marido precisaram de apoio para permanecer na capital acompanhando o filho internado. Segundo ela, o prefeito de Cromínia custeou quatro diárias em um hotel próximo ao hospital, para que a família pudesse permanecer perto de Luiz. “Eu estou aqui no hospital, sem chão, sem condição nenhuma. Meu marido trabalha por diária. A gente não tem como pagar hotel, comida, nada”, contou.

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