MULHER PRESA AO TENATAR LEVAR BEBÊ DE HOSPITAL DO DF
31/03/2026
Uma técnica de enfermagem de 44 anos foi presa em flagrante após tentar retirar um bebê recém-nascido do Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal, na tarde do último sábado (28). A mulher, identificada como Eliane Borges Tavares Dias Vieira, foi contida por seguranças da unidade ao tentar sair com a criança sem autorização.
Segundo testemunhas, a profissional teria enrolado o bebê em um lençol e seguido em direção à porta principal do hospital, mas foi impedida por uma vigilante. A equipe acionou a Polícia Militar, que efetuou a prisão no local.
De acordo com a Polícia Civil, o recém-nascido havia vindo ao mundo poucas horas antes e a mãe estava sedada no momento da ação. A criança foi recuperada sem ferimentos e devolvida à família.
Em depoimento, Eliane afirmou que não tinha intenção de retirar o bebê da unidade e alegou que a situação se tratava de uma “brincadeira” para testar a segurança do hospital. Segundo ela, a ideia teria surgido durante uma conversa com uma colega de trabalho.
“Eu não tive intenção jamais de tirar o recém-nascido da mãe. Já trabalhei em vários hospitais, cuido das crianças, não tinha essa intenção”, declarou.
A defesa da técnica, representada pela advogada Graziella Bitencurt, informou que não comentará detalhes do caso neste momento. No entanto, destacou que a investigada passou por um “grave abalo emocional” após a morte do filho, em junho de 2025, no Chile. Ainda conforme a defesa, ela ficou afastada do trabalho por um período prolongado e retornou às atividades em janeiro deste ano, mantendo acompanhamento médico e uso de medicação.
Em nota, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pela unidade, informou que a funcionária foi afastada imediatamente e que abriu procedimento interno para apurar o ocorrido. O órgão destacou ainda que mantém protocolos rigorosos de controle, identificação e circulação, especialmente em maternidades, para garantir a segurança de pacientes e recém-nascidos.
No domingo (29), a técnica passou por audiência de custódia e foi liberada pela Justiça mediante o cumprimento de medidas cautelares. Entre as determinações, está a proibição de deixar o Distrito Federal por mais de 30 dias sem autorização judicial.
A decisão também estabelece que a investigada mantenha distância mínima de 300 metros do hospital, salvo em casos de urgência médica, além de proibir o acesso a unidades neonatais, como maternidades, centros obstétricos, UTIs neonatais e berçários, durante o andamento das investigações e eventual ação penal.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal.
Fonte Mais Goiás

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