Um homem acusado de matar o padrasto da própria filha

06/06/2026
Um homem acusado de matar o padrasto da própria filha, após anos de abusos contra a jovem, foi absolvido pelo Tribunal do Júri da Comarca de Formiga, na Região Oeste de Minas Gerais. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (2), e os jurados acolheram a tese da defesa de que o crime foi cometido em meio ao desespero diante do sofrimento prolongado da vítima.
De acordo com o processo, a filha do acusado era abusada desde os 12 anos pelo padrasto. A situação se estendeu por anos, até que, já adulta, ela foi obrigada a sair da casa onde vivia com a mãe para morar apenas com o agressor, no município de Pimenta.
O caso teve origem em 2002, quando o pai e a mãe da jovem se separaram. Na época, a filha ainda era bebê e, desde então, o homem ficou impedido de manter contato com ela. Anos depois, ao descobrir os abusos, ele decidiu intervir.
Em 2020, o pai foi até a residência onde a filha vivia com o padrasto com a intenção de retirá-la do local. Durante a tentativa, houve resistência por parte do homem, momento em que o acusado efetuou disparos que resultaram na morte do padrasto.
Durante o julgamento, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu a condenação por homicídio qualificado, o que poderia resultar em pena de até 30 anos de prisão. No entanto, a defesa argumentou que o acusado agiu para salvar a filha de uma situação contínua de violência.
Antes do fim da sustentação, o advogado classificou o réu como herói. “Levanta essa cabeça, você é homem, é um herói”, afirmou, ao destacar que a atitude do pai teria interrompido o ciclo de abusos.
Os jurados acataram a tese defensiva e decidiram pela absolvição do acusado.
Fonte:Mais Goias

internada em estado grave no Hospital Estadual de Urgências Governador

06/06/2026
A mãe de Emanuella Augusta Pereira Gonzaga, Jéssyca Gonzaga, publicou nas redes sociais um boletim médico atualizando o estado de saúde da filha, internada em estado grave no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. A adolescente de 14 anos é uma das sobreviventes do acidente entre uma van escolar e um caminhão de transporte de gado na GO-518.
Segundo o boletim divulgado nesta sexta-feira (5), Emanuella permanece sedada, com respiração auxiliada por aparelhos e sob cuidados intensivos. O documento informa que a pressão arterial e a diurese estão normais, não há necessidade de hemodiálise e a alimentação é realizada por sonda nasoenteral.
O exame de ressonância magnética não apontou anormalidades, enquanto a avaliação da coluna segue aguardando parecer dos médicos responsáveis. O boletim também destaca que a paciente permanece em estado grave, mas com sinais vitais estáveis.
Além de Emanuella, Luiz Guilherme Ferreira, de 12 anos, também permanece internado no Hugol. Em nota enviada ao Mais Goiás, o hospital informou que o paciente está na enfermaria pediátrica, em estado geral regular, consciente e respirando espontaneamente. Segundo a unidade, ele tem um procedimento cirúrgico definitivo programado para o dia 8 de junho.
Em atualização divulgada às 15h desta sexta-feira (5), o Hugol informou ainda que Emanuella mantém evolução satisfatória, apesar de continuar internada em estado grave.
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Emanuella ao lado da mãe (Foto: reprodução)
Adolescente precisa de doação de sangue
Familiares e o Hugol iniciaram uma campanha de doação de sangue para auxiliar no tratamento da adolescente. Emanuella precisa de sangue tipo A negativo (A-), que está com baixo estoque na unidade hospitalar.
Para doar sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos e estar em boas condições de saúde. Jovens de 16 e 17 anos precisam de autorização dos responsáveis, enquanto pessoas entre 60 e 69 anos só podem doar se já tiverem realizado ao menos uma doação antes dos 60 anos.
O Banco de Sangue do Hugol funciona no bloco D da unidade, localizada na Avenida Anhanguera, no Setor Santos Dumont. Os interessados podem comparecer de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h30, e aos sábados, das 7h às 12h.
Fonte:Mais Goias

Paulo Victor Ferreira Leal, de 29 anos, foi absolvido pelo Tribunal

06/06/2026
Paulo Victor Ferreira Leal, de 29 anos, foi absolvido pelo Tribunal do Júri da acusação de tentar matar um idoso em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Segundo a investigação, ele cometeu o crime por vingança, pois o homem teria causado o acidente que terminou com a morte do pai de Paulo Victor. Um vídeo mostra a batida, em 2024 (veja acima).
A sentença foi dada na quarta-feira (3) pela Comarca de Anápolis e ainda pode ser contestada. Um amigo do jovem, acusado de participação no crime, também foi absolvido.
O g1 entrou em contato com o Ministério Público de Goiás (MP-GO), nesta sexta-feira (5), para saber se o órgão irá recorrer da decisão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Em nota ao g1, o advogado Maxmiliano Sant’Ana afirmou que a defesa apresentou aos jurados as circunstâncias do caso e o impacto emocional e psicológico sofrido por Paulo Victor e por toda a sua família após a morte trágica de seu pai (leia na íntegra ao final do texto).
“Foi amplamente apresentado aos jurados que uma eventual condenação produziria consequências extremamente gravosas não apenas para o acusado, mas também para seu núcleo familiar, especialmente seu filho recém-nascido, sua mães e suas irmãs, pessoas que já convivem diariamente com a dor irreparável do luto decorrente da perda do patriarca da família”, destacou.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás, Paulo Victor e o amigo agrediaram o idoso, que atuava como caminhoneiro, no dia 27 de abril de 2024, no Residencial Ipanema, em Anápolis. A acusação sustenta que a motivação foi a morte de Jonsicleide de Souza Leal, de 48 anos, atropelado em janeiro de 2024, em um acidente na BR-153.
Segundo o MP-GO, os dois foram até a casa do idoso armados com uma faca e canivete e o atacaram dentro da residência. A denúncia aponta que a vítima foi atingida dez vezes e foi agredida com socos e chutes.
Na época, a Polícia Militar informou que um dos suspeitos foi contido por moradores e preso em flagrante. A defesa de Paulo Victor afirmou que ele se apresentou espontaneamente à polícia e admitiu ter participado das agressões. No entanto, alegou que ele agiu sob violenta emoção, e que não teve a intenção de matar o homem.
O idoso foi socorrido por familiares e levado ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana) e resistiu aos ferimentos. A defesa dele não foi localizada.
"A vítima do fato que originou o sofrimento familiar teria realizado manobra proibida ao acessar a BR-153, além de haver indícios de que estaria sob efeito de álcool, circunstâncias que foram submetidas à apreciação dos jurados", afirmou o advogado de Paulo Victor.
Nota da defesa de Paulo Victor Ferreira Leal
A defesa de Paulo Victor Ferreira Leal, representada pelo advogado Dr. Maxmiliano Sant’Ana, esclarece que a absolvição proferida pelo Tribunal do Júri foi resultado da análise soberana dos jurados, que acolheram a tese defensiva apresentada durante o julgamento.
Ao longo da instrução processual e dos debates em plenário, a defesa demonstrou não apenas as circunstâncias que envolveram os fatos, mas também o profundo impacto emocional e psicológico sofrido por Paulo Victor e por toda a sua família após a morte trágica de seu pai, vítima de atropelamento.
Foi amplamente apresentado aos jurados que uma eventual condenação produziria consequências extremamente gravosas não apenas para o acusado, mas também para seu núcleo familiar, especialmente seu filho recém-nascido, suas mães e suas irmãs, pessoas que já convivem diariamente com a dor irreparável do luto decorrente da perda do patriarca da família.
A defesa também levou ao conhecimento do Conselho de Sentença elementos que apontavam para a dinâmica do acidente, sustentando que a vítima do fato que originou o sofrimento familiar teria realizado manobra proibida ao acessar a BR-153, além de haver indícios de que estaria sob efeito de álcool, circunstâncias que foram submetidas à apreciação dos jurados.
Durante o julgamento, foram apresentadas provas documentais, testemunhais e elementos relacionados ao contexto emocional vivenciado por Paulo Victor e seus familiares, permitindo que os jurados formassem sua convicção de maneira livre e fundamentada.
O veredicto absolutório representa a manifestação legítima da soberania do Tribunal do Júri, expressão máxima da participação popular na administração da Justiça, refletindo o entendimento dos jurados acerca de todas as circunstâncias humanas, familiares e jurídicas debatidas em plenário.
Dr. Maxmiliano Sant’Ana
Advogado de Defesa de Paulo Victor Ferreira Leal
OAB/GO nº 57660
Fonte:G1

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